Vovô de 90 anos sai do armário e se assume gay após ser incentivado pela própria filha


Um idoso de 90 anos de idade, chamado Kenneth Felts, residente do Colorado, nos Estados Unidos, estava ciente de sua verdadeira orientação sexual desde seus 12 anos de idade, decidindo reprimir tudo aquilo que sentia durante incríveis nove décadas de sua vida.

Infelizmente, a realidade é a mesma para milhares de pessoas ao redor do mundo, que não se sentem encorajadas para mostrar aquilo que realmente sente ou pensam, temendo as represálias de parte da sociedade. No caso de Kenneth Felts, isso, infelizmente, se mostrava ainda mais complicado, visto que estava inserido ao redor de todo a sua vida em uma sociedade mais conservadora do que as demais. O idoso, nos dias de hoje, se mostrou encorajado para caminhar rumo ao fim do preconceito e das imposições vindas por parte de seu meio social

Idoso é motivado pela filha

Devido o período de quarentena ocasionada pela pandemia do novo coronavírus, Felts decidiu reservar um momento de seu dia para relembrar algumas memórias de seu passado. Revisitando períodos anteriores de sua vida, o idoso pôde lembrar do homem que amava quando ainda estava em seu período de sua juventude. Ele, então, decidiu ser sincero com sua filha, Rebecca Mayes que, por coincidência do destino, também se autodenomina uma pessoa homossexual.

Com o apoio de sua descendente, Felts entrou em sua conta nas redes sociais no início do mês do Orgulho LGBTQIA+, assumindo para todos seus amigos e familiares sua verdadeira orientação sexual “Estou livre, eu sou gay e estou fora do armário”, publicou, surpreendeu milhares de pessoas, que elogiaram sua grande coragem e determinação.

Idoso tentou recuperar o seu amor da juventude

Com um grande medo das represálias que poderia sofrer por ser quem realmente é, Kenneth decidiu ocultar seus sentimentos, fingindo ser uma pessoa heterossexual para todos aqueles ao seu redor. O idoso casou-se com a mãe de sua filha Rebecca, se divorciando pouco tempo depois.

Assumindo as preferências que obtém, Kenneth ainda tentou ir em busca do grande amor que viveu em sua juventude com um homem chamado Phillip, morador da Califórnia. Mesmo se apaixonando na década de 1950, o idoso sempre guardou o amor que sentia em suas memórias. Kenneth chegou até mesmo a ligar para todas as pessoas que obtinha o mesmo nome de Phillip na agenda telefônica, descobrindo, infelizmente, que o homem que amou ao redor de sua vida havia falecido há dois anos.

Por que junho é o mês do Orgulho LGBT

Provavelmente você já se deparou com postagens ao redor das redes sociais celebrando junho como o Mês do Orgulho LGBTQI+. No entanto, talvez não tenha ciência de que a escolha desta data se deve aos fatos ocorridos há 50 anos, mais precisamente no dia 28 de junho de 1969, nos Estados Unidos.

O surgimento de tal movimento ocorreu no bar denominado Stonewall Inn, local frequentado por pessoas homossexuais na cidade de Nova York. Lá, era comum que as autoridades policiais realizassem rondas, com diversas cenas de preconceito, até o momento que os frequentadores do local resolverem se insurgir.

Tal confronto foi capaz de chamar a atenção para a situação que estava acontecendo, levando uma maior articulação das pessoas LGBTQIA+, que reivindicavam direito à visibilidade.

De acordo com o pesquisador Alessandro Silva, a primeira organização gay ocorreu nos Estados Unidos em 1924, sendo inspirado em fatos que haviam acontecido na Alemanha alguns anos antes. No ano de 1933, quando ocorreu o fim da Lei Seca e a comercialização do álcool voltou a ser liberada nos estados unidos, alguns estabelecimentos voltados à socialização de homossexuais vieram à tona, mesmo que fossem obrigatoriamente “maquiados”.

Fonte: 1NewsAberje