Irã pede explicações ao Brasil pelo apoio dado aos Estados Unidos na morte do general


Você já deve ter ouvido aquele ditado que diz que a “corda sempre arrebenta do lado mais fraco”. Pois bem, será que desta vez o Brasil irá entrar na mira do Irã por ter apoiado os Estados Unidos na ação que culminou com a morte do general Qassem Soleimani?

Pois a nota de apoio aos Estados Unidos, emitida pelo Itamaraty divulgada na última sexta-feira (3), não agradou o Irã que convocou representante brasileiro em Teerã, para dar explicações; saiba mais.

Irã pede explicações ao Brasil pelo apoio dado aos Estados Unidos na morte do general

De acordo com o portal de notícias online ‘Último Segundo’, a Chancelaria do Irã convocou o representante do Brasil no domingo (5), afim de saber qual é o posicionamento do governo brasileiro diante do ataque dos EUA no Iraque que causou a morte de Qassem.

O teor da conversa entre a encarregada de negócios da embaixada, Maria Cristina Lopes, que representou o Brasil na ausência do embaixador, Rodrigo Azeredo, que está de férias, e o Ministro das Relações Exteriores iraniano, não foi revelado pelo Itamaraty que afirmou que a conversa foi cordial.

Além da nota emitida pelo Itamaraty o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), disse que o Brasil é “aliado de qualquer país no combate ao terrorismo”.

A fala do presidente recebeu duras críticas de diplomatas brasileiros que estão na ativa e aposentados por apoiar o assassinato de um funcionário de um governo estrangeiro. Tal atitude dos Estados Unidos é considerada um ato de guerra.

Neste cenário Jair Bolsonaro teria rompido a tradição do Brasil que considera como terroristas as organizações reconhecidas pelo Conselho de Segurança da ONU. Sendo assim, o Brasil até então só considerava como terroristas os grupos al-Qeda e Estado Islâmico, de acordo com as Nações Unidas.

Fonte: Último Segundo