Em depoimento, João de Deus responsabiliza “Deus” e um “espírito” pelos seus atos

Foto: Divulgação

João de Deus negou nesta semana em seu depoimento que fez à Polícia Civil, ter abusado sexualmente de mulheres durante seus atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, o hospital espiritual que ele fundou em Abadiânia, em Goiás.

Segundo informações do jornal O Globo, durante suas falas, ele atribuiu a “Deus” e um “espírito” a responsabilidade pelos procedimentos realizados no centro espírita.

O médium foi questionado pela polícia sobre três supostas vítimas. Disse que o relato de uma delas não é verdadeiro e que nem sequer se recorda das outras.

O médium afirmou em depoimento que não tem responsabilidade pelo que faz durante os atendimentos espirituais. Ele disse que “as orientações são repassadas pelo espírito”.

João de Deus sustenta que quem faz as cirurgias é Deus. Alega que já usou a técnica de incisão, mas não mais. Nunca ninguém morreu, segundo ele, em decorrência dos atendimentos.

O acusado ainda diz que os atendimentos individualizados ocorrem em uma sala, mas são exceção. Alega que a porta é transparente e que nunca a trancou, mas que alguns pacientes já o fizeram.

Supostas ameaças

A Promotoria e a polícia receberam centenas de relatos de abusos sexuais. João de Deus atribuiu a grande quantidade de denúncias nas últimas semanas a um suposto esquema para destruí-lo.

Ele diz ter recebido telefonema em sua casa, sem recordar a data exata, e que um homem o teria ameaçado: “Eu tenho 50 pessoas para acabar com você. Se você colocar 100, eu coloco 200. Se você aumentar isso, eu coloco mil. Eu vou acabar com você!”.

O médium ainda afirmou que o telefonema foi feito para o celular de um frequentador da casa espiritual, do qual não se recorda o nome. Também disse, sem dar muitos detalhes, que uma mulher do Rio lhe disse ter recebido proposta de TV também para acabar com ele.

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