Bolsonaro quer reduzir número de beneficiários de auxílio emergencial


Com o surgimento da pandemia do novo coronavírus, muitos trabalhadores perderam seus empregos, outros por vez, tiveram a jornada de trabalho reduzidos e consequentemente o salário. Para que os trabalhadores tivessem um apoio financeiro, os desempregados não ficassem desassistidos e para amenizar os impactos na economia, o governo criou o auxílio emergencial no valor de R$600 e R$1.200 para chefes de família.

Contudo, segundo informações, as próximas parcelas deverão ter valor reduzido para evitar que haja um custo maior. O anúncio acerca da prorrogação, deve ser feito até a última terça-feira da semana que vem.

Ainda de acordo com as informações, acredita-se que até na segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá apresentar os cálculos das propostas que estão em discussão para que o presidente possa definir as parcelas.

Estuda-se a edição de um decreto e uma Medida Provisória (MP) que ofereça mais uma parcela de R$600 que seria paga em setembro e duas de R$300 uma em outubro e outra em novembro. Já outra proposta prevê a edição de uma MP com mais quatro parcelas de R$300 pagas de setembro a dezembro.

Uma terceira alternativa apresentada seria a redução do público beneficiado pelo auxílio emergencial ao longo das próximas parcelas até que chegue ao número previsto de cidadãos para o programa Renda Brasil, que ainda será lançado. Estima-se que cerca de 21 milhões de famílias mas um terço do público que atualmente é beneficiado pelo auxílio emergencial seja contemplado pelo programa.

A prorrogação do auxílio com um valor menor e para menos pessoas é uma forma de dar tempo ao Congresso para aprovar o Renda Brasil.

Fonte: Brasil 247